Crônica

Desistir

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     Tem vezes que é melhor desistir. A máxima no discurso de muitas pessoas é “não desista”, “persista” e coisa parecida. Porém, desistir, às vezes, faz bem.

      Não estou falando para desistir de tudo, jogar para o alto todos os esforços e esquecer de suar a camisa. Tem muitas coisas das quais não devemos desistir. Não se deve desistir de sonhos, por exemplo. E é por isso que desistir de algumas coisas é tão importante, para que tenhamos forças para focar no que vale a pena investir.

     Desistir não é só fracasso, falta de força de vontade ou preguiça (e também não há nada de errado em fracassar, não ter força de vontade às vezes e ser um pouco preguiçoso em certos dias). Desistir do que não acrescenta é inteligente. Ou até, desistir apenas por um tempo, porque no momento não está dando certo.

     A insistência em sustentar algo que não está mais fluindo pode fazer mal. Por isso, melhor desistir, achar outro cenário, outros ares, outros mares. Não é fracasso trocar de circo, desistir no meio do espetáculo e procurar outro show. Fracasso é ficar apertando a mesma tecla e esperar que todo um texto se escreva apenas com uma letra. Insistir que o leão viva em uma jaula quando ele deveria correr pela savana, que a baleia nade dentro de um tanque quando deveria explorar oceanos.

     O erro em desistir de algo só existe se você não tem outra coisa pela qual lutar. Desistir de tudo e entrar em inanição. Ao parar de insistir em algo, encontre outra coisa na qual persistir.

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