Depois do meu medo irracional e bobo pelos 27 anos, eu cheguei aos 28. Imaginei que chegaria calejada, sangrando e pedindo por misericórdia para o meu próximo ano de vida, mas não foi bem assim. Eu não cheguei, necessariamente, vitoriosa tão pouco. Entretanto, obviamente, houveram vitórias. Conquistei muitas coisas. Porém, o ano teve desafios que me deixaram pensativa.

O ano começou com mais perguntas do que respostas. E todas as perguntas pareciam não ter uma resposta. Não posso falar que foi um ano difícil, pois teve tantas coisas positivas que os dedos das mãos não são suficientes para contar.

Poderia continuar culpando o retorno de Saturno, só porque parece astrologicamente chique, mas eu sei que os planetas não têm culpa da minha falta de respostas. O que precisa ser respondido não está nas estrelas, está bem aqui.

Encarei dilemas. DILEMAS. E de certo modo, nesse quesito, me culpei. Assustei-me tanto com o tal dos 27, que os dilemas se sentiram convidados para se apresentar como se fosse um baile de debutantes sem fim. Você quer paz, @? Not in this house!

E nessa onda de me fazer mil perguntas e não achar respostas para nada, eu forcei pessoas a responder as minhas dúvidas como se fossem delas (sorry, friends). E recebi respostas que ao mesmo tempo que me desesperaram, me deixaram bem. Você quer explicação? Bem, eu também.

Teve inúmeras vezes que precisei me acalmar. Qual que fosse o mantra da vez, eu ficava repetindo e me acalmando. Teve um dia que precisei dizer para mim mesma que eu não ia deixar isso me pirar (ok, confesso, teve um dia que eu perdi all my shit). Porém, assim que o relógio avisou que eu tinha 28, eu agradeci por ainda estar completamente sã e inteira, eu não pirei, amém (this is all just a bunch of drama, as you can see).

E todas as promessas que fiz a mim mesma? Bem, algumas eu consegui manter. E teve outras que quebrei em alto estilo. Promessas estão aí para serem quebradas. Ok, só algumas. Não houve nada grave. Eu venci o que achei que seria um ano terrível e que, na verdade, foi um ano bem normal e com várias benções. Queimei as pontes que precisei queimar e mantive a minha alma criança (sim, eu assisti Bob Esponja nos momentos difíceis).

Descobri uma das coisas mais importantes da minha vida durante os meus 27. Alguém um dia perguntou “então, você está perdida?”. Não soube responder. Após alguns dias pensando, percebi que não, não estava perdida. Perdida eu só vou estar quando parar de procurar, não é? Afinal, você só realmente perde quando desiste.

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