Crônica · Séries

A coroa nossa de cada dia

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The Crown, a nova série da Netflix, vai contar o começo do reinado da Rainha Elizabeth II. Em tempos de GoT (mortes e dragões) e TWD (mortes e zumbis) esse seria um drama histórico considerado parado. Porém, engana-se quem acha que não seja interessante ou que não nos engaja a assistir um episódio após o outro (mesmo que as aulas de História já tenham nos dado spoilers do que vai acontecer).

Não é de hoje que a realeza cutuca a nossa curiosidade. Ainda mais se for sobre a vida da Vossa Majestade Elizabeth II, como já foi nos mostrado um pouco no filme A Rainha com a atuação impecável e oscarizada da Helen Mirren.

The Crown nos mostra uma Elizabeth jovem e que acredita que o seu trabalho como soberana será em um futuro distante. Porém, com a morte do seu pai, ela vira Rainha aos 25 anos de idade. O nosso primeiro pensamento é “ela vai ser comida viva pela política”, não é possível que seja a mesma Elizabeth que conhecemos hoje. É essa transformação incrível que vemos desabrochando nos episódios, o modo como uma jovem que queria ser apenas uma boa esposa e mãe vira uma mulher e soberana de respeito (a atriz Claire Foy já tem meu voto para “melhor atriz”).

Outro grande trunfo da série é por dar mais importância a história de Edward VIII, mostrando um pouco mais do lado dele dos fatos (que no filme O Discurso do Rei que fala sobre a preparação do seu irmão, o Rei George VI, não foi mostrado). Edward abdicou do trono para poder casar-se com uma americana divorciada, Wallis Simpson (algo que como rei, ele não podia na época). Particularmente, sempre achei que a história de amor deles fosse meio que deixada de lado, dando mais importância para os outros protagonistas da realeza, porém, The Crown, é justa em mostrar como foi para ele antes e depois da escolha entre o trono e o amor de sua vida (enquanto o filme da Madonna W.E.: O Romance do Século mostrou com maestria o lado de ambos, Wallis e Edward).

A grande sacada de The Crown, todavia, talvez seja que, ao meio de toda a política e acontecimentos da época, os dilemas pessoais e todo o drama envolvendo personagens que já conhecemos, conseguem nos envolver e vê-los gente como a gente, como humanos, pessoas que estão em situações que não escolheram. Nos vemos torcendo por Margareth, discordando mas entendendo o duque Filipe e até mesmo vendo Churchill, uma figura histórica de respeito, como alguém que apenas não quer envelhecer.

Ah, a realeza…

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